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 Jofur

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URBAM
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MensagemAssunto: Jofur   Sab Jul 21, 2012 12:22 pm

Prologo

O garoto não teria futuro. O que falar de um pária, vivendo do lixo, e tendo que disputar restos de comida com os ratos, naquela pequena ilha, esquecida pelos Deuses? "Ainda bem que...", pensava ele, "não estou no "continente" como os adultos falam. As coisas podiam ser piores. Talvez eu estivesse já morto.". Mas, o que fazer? Sua mãe morreu no parto, e seu pai, um bêbado que, mesmo sendo inútil, fora gentil em vida com ele, foi morto por minotauros, quando ele disse que iria matar todos os cornudos daquele local amaldiçoado. Desde então, ele tem chamado o local do assassinato de "Inferno". Mas o que falar do local onde vive? Uma ilha tranquila, com seus aldeões vivendo suas vidinhas. As poucas crianças brincam com ele, apesar de constantemente serem afastadas pelos adultos.

Capitulo 1 - O Dever de um Herói

-Você não é um herói! É só um menino de rua!
-É! vive de comer ratos, e lixo! eca!
Muitas vezes já ouviu isso, não o incomodava mais. Sabia muito bem o que fazer quando chegavam a esse ponto:
- Sou sim um herói! E muito poderoso! Se não acreditam em mim... SOFRAM COM MINHA ONDA DE GELOOOO!
Um cone de gelo sai das mãos do menino, e faz seus amigos congelarem até a altura da cintura.A imaginação é sua arma principal para situações como essa.
-Ah, deixa disso, heróis não fazem gelo... Eles enfrentam monstros com suas proprias mãos!- Falou um dos alvos de sua "magia".
- E com espadas, e machados!- Disse outro garoto.
- Mas sou um herói de verdade! E vou provar pra vocês!
-Ah é? então, você tem coragem de ir até o cemitério, não é, "oh poderoso mago"...?
- Se tenho? - Perguntou o garoto, com certo receio - Tenho que até sobra!
- Então tá combinado! Traga uma caveira do cemitério, para provar que esteve lá!
Os garotos saem, e o órfão fica só. Ele sabe que será difícil chegar na área selvagem, primeiro por causa do guarda da ponte. Ele não deixa ninguém atravessar, ah não ser os mais velhos. Porém, uma coisa que poucos sabem é a existência de 1 passagem subterrânea, que ainda assim é perigosa de ir ser explorada sozinho. Mas ainda tem o problema de ele não ter muito com o que se defender. Tudo que ele tem, é o velho gibão de seu pai, já gasto pelo tempo, e um tacape improvisado, feito com um osso gigante encontrado nos esgotos. Não haveria como se preparar melhor. Ele iria ter que ir com o que tinha, para recuperar sua honra. Esperaria até a noite, para ter chance de não ser pego pelo guarda.

Capitulo 2 - Na noite


Era noite. Esperou todos dormirem. "Eles não vão mais me humilhar! Sou muito mais valente que eles, e vou provar isso!". Passos rápidos, a neblina abafa o som de seus passos, e ele some na paisagem cada vez mais sombria. "Quanto tempo falta? será que estou andando em circulos? Por mil demonios, eu vou pegar uma caveira, e eles vão ver que sou...", pensava o garoto, quando da de cara com o seu destino.
O cemitério. Estava tão distraído em seus pensamentos, que não percebeu até dar de cara com uma das lápides do local. Apesar de ser conhecido assim, não há muitos sepulcros. Podia-se contar 3, os primeiros desbravadores daquela região. Não teria muito tempo. Conseguiu evitar as criaturas da planicie, não sabe com que sorte, e não queria testar ela novamente. Iria abrir um dos tumulos, pegar a caveira, e sair dali o mais rapido possivel. Sua visão deslumbra o jazigo do meio. Era dali que sairia seu trofeu. Com um tronco de arvore oco, ele começa a escavar o local. A terra é estranha, parece ter sido revirada não faz muito tempo.
- Mas o que é isso? Está muito facil escavar.
Para sua surpresa, a tumba revela uma caverna. Ele lembra de que os garotos da vila, comentavam que o local selvagem não é perigoso não apenas por ser lar de lobos, cobras, ursos, e até mesmo orcs. Também vive um bruxo, que dizem fazer poções, e ser até mesmo, o lider das bestas.
-Ora, o que melhor que a cabeça de um poderoso mago? Isso vai provar que sou ainda muito mais corajoso!
A com esse pensamento, ele entra na caverna.

CONTINUA...


Última edição por URBAM em Qua Jul 25, 2012 2:19 pm, editado 2 vez(es)
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Samuel
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MensagemAssunto: Re: Jofur   Sab Jul 21, 2012 3:24 pm

Eita cara, gostei.
Esse é o erro da maioria dos garotinhos do bem, fazer coisas estupidas pra provar que é bonzão... mas isso nem sempre acaba bem Granduxo Awesome
Vou acompanhar, parabéns.

Ah, você é novato mesmo?
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URBAM
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MensagemAssunto: Re: Jofur   Qua Jul 25, 2012 4:05 pm

Capitulo 3 - Destino

Não é possível ver o que há a sua frente. O breu da caverna é muito intenso. Por sorte, conseguiu afanar uma tocha de uma das vendas do vilarejo. Eles não irão dar por falta de algo tão pequeno.
Quando ela é acesa, revela-se um local pequeno, não muito maior do que o celeiro onde ele costumava dormir, e um caminho a sua frente, tranquilo. Não por muito tempo.
- Coisas malditas! Não é vocês que quero, é o mago! - Grita o garoto.
Sua primeira luta, finalmente! Matar ratos não é um grande desafio, exceto quando vinham os maiores. Agora ele estava lutando contra aranhas. Não eram muito diferente dos ratos, covardes e ariscos, sempre atacando em bandos para sobrepujar sua vitima, e fugindo ao sinal de derrota.
A luta não seria facil. Estava em desvantagem, lutando só contra muitos adversarios. Não temendo o perigo, salta sobre o primeiro adversario, com sua "arma". A aranha provou ser um adversario esguio, fugindo de seus golpes. Mas o proximo não houve tempo para escapar. Em um movimento de cima para baixo, a aranha foi esmagada ao chão, restando apenas o seu cadaver. Não podia parar, pois logo em seguida, outras duas aranhas, e uma delas, vermelha e salivando seu veneno pelas presas, tomam a frente, cercando o adversario rapidamente. Elas esperam o melhor momento para atacar, até que, a menor, avança desenfreada, pronta para uma investida. O garoto prontamente, aplica um movimento ascendente com seu tacape, o que deixa suas costas desprotegidas. Com a oportunidade em vista, a Aranha maior o ataca, inoculando seu veneno em seu ombro. A dor lascinante das presas daquele ser não eram maiores que sua vontade de se provar valoroso. Com outro golpe, arremessa a atacante contra aparade, e joga seu corpo contra esta, esmagando-a. As demais adversarias, fogem, visto que sua presa não seria facilmente abatida.
- Não vai ser agora... Que vou parar. Preciso achar o mago, e derrotar ele.
Continuou a explorar o local, agora com suas adversarias escondidas. Suava muito, a batalha fora muito intensa, mesmo para ele, que vivia uma luta por dia para conseguir alimento, literalmente. De repente, começou a sentir calafrios, e enjoos.
O veneno da aranha já estava fazendo efeito. Ele sabia que, se não descansasse, poderia morrer esquecido naquele buraco, servindo de jantar para suas inimigas momentos atrás. Mas não poderia voltar agora. estava perto demais para desistir.
De repente, tonturas. Não sentia mais as pernas, sua cabeça zunia uma nota muito aguda. Breu. "Onde estou? Cadê a tocha?". Breu. "A tocha... Preciso pegar...". Breu. "Um esqueleto! Preciso pegar a caveira... Céus! Está se mexendo!". Breu. "Ele me encara. Anda logo sua coisa, acaba logo com isso". Breu. "Está frio...Gelo?" Breu. "Água. quero água..." Breu. "Me da água...".
Não sabe como, mas seu desejo é atendido. ele bebe de um frasco, e se sente melhor. Desmaio.
"Está tudo bem agora jovemzinho. Tem muito o que aprender agora..."
CONTINUA...
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