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 ARNADETTE, Leetha. História do Tibia

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Caio
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Personagem: Guinor
Vocação: Conde de Senja

MensagemAssunto: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Qui Nov 07, 2013 5:31 pm

Parte 1: Das espécies sub-humanas

Apesar do que diz a Tíblia sobre a colonização do continente tibiano pelos humanos, várias fontes recentes apontam que Tibia se encontrava numa situação totalmente diferente da mostrada pelas escrituras sagradas. Não é minha intenção descreditá-las, mas sim vê-las como um retrato simplista e maniqueísta do mundo pré-imperial.

As pesquisas do meistre Arquibaldo de Torre do Pinho mostram que os elfos e anões atravessaram o Fronvor (então uma faixa seca de terra que ligava Darashia ao Tibia) muito antes das chamadas criaturas de Zathroth. Em vez da inimizade que existe hoje entre as duas raças, elas se complementavam, cada um atuando em sua área, o que explica o sucesso adaptativo das duas na colonização recente de Tibiasula. A separação (e futura rivalidade) das raças se deve ao fato de que elas não são biologicamente compatíveis - ou seja, não podem ter filhos entre si.

Como apontou o meistre Gregório de Greenshore em seus Estudos sobre os dolmens, ambos os anões e os elfos têm longa expectativa de vida, o que gerou uma rápida ocupação de todos os terrenos habitáveis de Tibia e o quase consumo total dos recursos.

Crê-se que as criaturas de Zathroth tenham chegado ao Tibia pelo Fronvor, empurrados pela grave seca que abatera Darashia e Ankrahmun. Famintos, eles se mostraram hostis aos nativos e conseguiram, ao cabo de poucas décadas, conquistar toda a região do pântano da Garra Verde. Como não havia nenhuma ligação ou aliança entre as vilas, a pequena horda que chegou no continente conquistaram facilmente uma grande porção de Tibiasula.

A partir da necessidade de uma defesa aos invasores foram criadas várias alianças entre as vilas, o embrião dos reinos atuais. Essas alianças regionais conseguiram, por algum tempo, conter os ataques dos orcs, trolls e ciclopes, porém logo os invasores responderam com uma aliança própria e única que acabou por conquistar todo o Tibia. Apenas algumas comunidades remotas, como Kazordoon, Ab'dendriel e Espinhumbra restaram intactos por sua localização geográfica escondida ou inacessível.

Todos os vilarejos foram saqueados e queimados, e tudo levado para a Garra Verde. Vale lembrar que a noção de "aliança" só durou enquanto haviam vilas para serem saqueadas; uma vez que elas acabaram, as criaturas de Zathroth se separaram para serem conquistarem séculos mais tarde pelos humanos, notoriamente por Banor, o Abençoado.


Última edição por Caio em Sex Nov 08, 2013 8:55 am, editado 1 vez(es)
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Gilles
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Qui Nov 07, 2013 5:44 pm

Adoro a academia. Podemos fazer códigos de citações bibliográficas para utilizarmos em pesquisas tibianas, Hoiuahaouih.

Gostei muito da teoria, principalmente por apresentar argumentos diferentes da Gênesis. Tenho outros textos dele guardados~

Observação: Pensei que fosse Leetha. Tal como no livro:
"Whatever Became of Leetha Arnadette?"
Então tem esse "e" de diferente?
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Samuel
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Personagem: Todos.
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Qui Nov 07, 2013 6:10 pm

Muito bom!
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Gilles
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sex Nov 08, 2013 7:47 am

Vi novamente e não gostei de espécies "sub-humanas". Pensei que o Leethe não categorizaria as outras raças como "sub".
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Leonardo
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Personagem: charlie
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sex Nov 08, 2013 8:21 am

Muito bom essas cassificações, gostei muito do que li.
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Caio
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Personagem: Guinor
Vocação: Conde de Senja

MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sex Nov 08, 2013 9:04 am

Gilles, foi um erro tipográfico mesmo, mas já foi corrigido. Foi, é e sempre será Leetha.

Quanto ao "sub", eu realmente não me lembro se o Leetha é liberal ao ponto de chamar todas as raças de iguais. Não me lembro mesmo, vai ver em um outro texto ele está defendendo o mundo contra o preconceito dos homens. Seja como for, optei por fazer ele ser um pouco anti-religioso mas ainda assim pregado a certas convicções, como a de que homens são superiores aos elfos e anões.
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Caio
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Personagem: Guinor
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sab Nov 09, 2013 5:04 am

Parte 2: Da invasão dos homens

Passada a quase extinção dos elfos e anões de Tibiasula, as hordas de Zathroth se assentaram nas vilas que outrora pilharam e nunca mais participaram de um grupo único. Já na conquista do Delta dos Povos a horda começou a se dissolver devido à ausência de uma organização militar bem-organizada. Ainda assim, toda vila anã ou élfica em evidência foi queimada para ser substituída, eventualmente, por uma vila de trolls ou ciclopes. Mais uma vez, Tibia se encontrava num estado generalizado de caos e descentralização política, o mesmo que antes da chegada das hordas de Zathroth.

As invasões humanas mudaram esse quadro, como apontam os Anais Perdidos de Darashia, pelo conde Guy Trencal, e o Relatórios de campo, parte 8 do meistre Agneus. Antes de tudo, é preciso relembrar a situação política em Darashia: ela era um reino de religião politeísta que controlava todo o deserto ao norte das montanhas. De todos os reis que ela já teve, o rei Oseult V foi o que mais trouxe mudanças ao reino pois ele se converteu ao meandrismo (hoje uma religião extinta) e se nomeou califa. A perseguição que ele lançou aos politeístas que se recusavam a se converter forçou-os a buscar exílio em Tibia, alguns dos quais conquistaram grandes territórios para si. Liderados pelos homens, vários pequenos reinos surgiram em Tibiasula, com modelo em Darashia; eles controlavam, cada um, uma dúzia ou mais de vilarejos de criaturas de Zathroth.

Algumas gerações mais tarde, um príncipe darashiano interessado em história preferiu o politeísmo ao meandrismo, e a família, em vez de enforcá-lo, exilou-o. Para que ele nunca mais voltasse para reclamar seu trono, deram-no um navio e uma tripulação. O príncipe Banor, assim, conseguiu reunir mais politeístas de Darashia e juntos eles partiram para a conquista do continente tibiano.

A conquista por Banor fez-se em 5 anos, segundo os Anais Imperiais, baseado em conquistas militares e em alianças políticas com os reinos humanos já formados em Tibiasula. Sendo filho do califa de Darashia e politeísta em si, o príncipe criou uma religião própria, o Banorismo, e se nomeou seu líder - mais tarde esse poder passaria para os cardeais. Além disso, nomeou-se Imperador de Tibia, mesmo que ele não tenha controlado todo o continente de facto.
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zack746
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Personagem: Isaac Guerreiro
Vocação: Conseguir fuder com a própria vida

MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sab Nov 09, 2013 9:47 am

Ótimo livro. Estou acompanhando e me divertindo/surpreendendo muito. Volte para nós, Caio.
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Caio
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Ficha da Personagem
Personagem: Guinor
Vocação: Conde de Senja

MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sab Nov 16, 2013 4:42 pm

Parte 3: do Império de Tibia

Fundado por Banor, o Império de Tibia (ou Tibiantis, no dialeto thaiano) nasceu no ano de 16 d.B. e se estendeu até 806, com a mudança de capital de Queris para Thais. Com um sistema de sucessão hereditário semelhante ao do reino moderno de Thais, Tibia contou 37 imperadores, todos descendentes diretos de Banor.

A conquista do império começou em 11 d.B., na batalha da Euponésia, hoje a Baía Sangrenta. Um grande assentamento orcs foi tomado e a partir daí mensageiros foram enviados a todas as vilas e reinos adjacentes para se curvarem perante o imperador. Visto por muitos nativos como um deus, como ele mesmo declarava, aos poucos os pequenos reis nativos se juntaram a ele na cidade recém-conquistada. A batalha do Monte Esterno, contra o maior dos reinos nativos inimigos, impôs a liderança de Banor como imperador de Tibia. Ele se casou com uma rainha nativa, Kirana, e com ela teve a emblemática guerreira Elane, que ajudaria seu irmão em suas conquistas.

No ano de 16 d.B., houve a conquista do Monte dos Reis e o início da construção de Queris (Ys no dialeto thaiano e Ker-ys na língua imperial) no mesmo lugar, com a mão de obra principalmente minotáurica da região de Thais. Queris foi capital do império durante toda a sua existência, e foi destruída na queda de Tibia. O Monte dos Reis ficava em uma posição estratégica; a maior elevação em um raio de 100 quilômetros. Toda essa região plana, porém, estava abaixo do nível do mar, o que fez com que ela fosse tomada pelo mar entre os anos 750 e 900 na Grande Inundação - um dos principais motivos para a queda do império. O cronista darashiano Ib-Malin relata que Queris tinha meio milhão de habitantes, todos imigrantes das diversas províncias imperiais com poucos nativos. Depois de reformas drásticas ordenadas pelo imperador Banor VI, 40% da cidade foi pilhada para dar espaço a parques, templos e paços imperiais - tudo para fazer de Queris a cidade mais bela do mundo, em concorrência com Ankrahmun. Mais tarde, com a destruição da capital, alguns colonos construiriam Yalahar com base nas memórias da cidade perdida.

A organização do império se deu inicialmente pelo domínio de generais darashianos nas províncias, mas o poder ainda estava bastante concentrado no imperador na aurora do império. Apenas a partir dos anos 100, com a pacificação relativa de Tibia, os generais foram substituídos por irmãos e tios do imperador, o que gerou uma rede de duques e condes espalhados por Tibia que tinham parentesco em comum. No ano de 176, a morte precoce do imperador deixou o trono vago e três duques, todos primos do antigo imperador, fizeram guerra no campo de batalha pelo trono. Essa guerra foi chamada de Guerra dos Três Hugos e marca o início da era de guerras de sucessão e de feudalismo em Tibiasula.

A organização política imperial instaurada por Banor II e recorrente até o fim do império foi a de construção de um posto de troca em cada província. Esse sistema possibilitou um melhor domínio do povo nativo e gerou vários lucros à coroa, o que financiou a manutenção do exército e as grandes obras públicas não só em Queris como também nos próprios postos de troca. Além disso, o intercâmbio de produtos entre as regiões gerado pelo sistema de postos de troca deixou as populações nativas contentes, o que abaixou muito a quantidade de revoltas camponesas. Esse sistema, porém, foi gradualmente passado aos burgueses, que eram taxados pelos duques e condes para a construção de castelos e palácios para si mesmos.

Culturalmente, o império pode ser visto como um melting pot entre a cultura darashiana e a cultura nativa basicamente zathrótica. A língua oficial até os anos 150 era o darashiano, mas ela se fundiu com as inúmeras línguas nativas para formarem o marsânico - chamado de Língua Comum na época. Diferentemente das Línguas Comuns hoje em dia, acredita-se que ela não era regulamentada por nenhum órgão além dos poetas e dos escritores reais; com o que se tem hoje em dia (grande parte nos Arquivos Thaianos), deduz-se que tinha poucas regras gramaticais e alta flexibilidade regional. Fato é que todas as Línguas Comuns são originárias do marsânico, desde à falada pelos orcs até a dos yalahari.
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Arkrotep
Esse cara deve floodar, só pode!
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Sab Nov 16, 2013 8:55 pm

Um livro legal de ficção.
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Kael
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Personagem: Atrocidade
Vocação: Caçador de Borboletas

MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Dom Nov 17, 2013 6:17 am

Esperando algum mapa teu, Caio.
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Thomaz Wolfhund
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Ficha da Personagem
Personagem: Tobi Wolfhund
Vocação: Bardo

MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   Dom Nov 17, 2013 4:19 pm

Interessante
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MensagemAssunto: Re: ARNADETTE, Leetha. História do Tibia   

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