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 Um novo estilo de roleplay?

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Sorawa
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 1:26 am

Minha conclusão é que essa discussão não acabará.
É como discutir religião ou sobre o preço da p.a ser cara (EU ACHO ESSA PORRA BARATA)
Interpretação por sí só é ligada com um punhado de coisas,bom senso e alguns conceitos de âmbito pessoal.
Nada mais a declarar,só vim pra dá um comentário improdutivo,fui



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Kael
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Personagem: Atrocidade
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 6:16 am

Paga um P.A pra mim, cara?
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Sorawa
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 9:01 am

Kael escreveu:
Paga um P.A pra mim, cara?
pur q?
gostei do avatar.
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Kael
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Personagem: Atrocidade
Vocação: Caçador de Borboletas

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 9:05 am

Sei lá, você disse que é barato e eu sou só um adolescente quebrado.

Mas foi só uma brincadeira. A não ser que você queira pagar, aí eu tô dentro!

Vou parar de desvirtuar o post do Kaoh.
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Sorawa
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 10:25 am

eu pago se for do meu agrado Very Happy
melhor parar,fui
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Draconian
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Personagem: Draco Zephayn
Vocação: O Druida Frustrado.

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 6:04 pm

Nada nunca vai agradar a todos, logo é impossível se criar um padrão de interpretação que lidere todos os jogadores. Já passei por todos os tipos de situações em que essa coisa de "pode ou não pode" dentro da questão de criatividade x client pode nos colocar. Já vi de tudo, e tenho a opinião parecida com muitos daqui, de que o client deve ser a opinião de desempate em casos onde aja atrito (por vezes, infelizmente).

A grande verdade é que essa história de bom-senso nunca funcionará, pois n fatores deturpam a capacidade racional do jogador. Imaturidade é uma delas, raiva pode ser outra. Então, o client é algo que não nos dá opção de outra interpretação, levando-o assim a ser obrigatoriamente aceito em todas as ocasiões.

Entretanto, aceitar esse tipo de artifício de "fuga do client", quando bem utilizado, é engrandecedor demais para a interpretação. Por isso, eu faço aqui um apelo: Não seja babaca na hora de seus julgamentos. Deixe passar essas situações "inusitadas" sempre que puder (leia-se quando não for escrotisse do outro jogador), seu jogo vai ficar muito mais interessante, assim como sua diversão irá aumentar.
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Kaoh
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 8:06 pm

/\

Faço das palavras do Rafa as minhas, onde ele, por fim, explicou a necessidade de a "Ordem" e tudo que à rodeira envolver apenas um seleto grupo de roleplayers.
Não podemos nos dar ao luxo de ter um conflito desempado pelo cliente.
Todos que participam das crônicas devem se adequar à essa forma, ou corro o risco de ter a diversão de muitos afetada pela mal compreensão de um.

Encerro aqui este tópico, agradeço pelas contribuições e opiniões.
Foram necessárias e importantes!

Espero que entendam o meu ponto de vista e se divirtam como for possível, estamos andando por aí, pra cima e pra baixo, procurando boas histórias para compartilhar e participar.
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Lipex
Ainda novato
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Personagem: Terkil
Vocação: knight fodão clichê

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 10:57 pm

Já vi essa discussão pelo menos duas vezes aqui... Nunca dei minha opinião, mas agora digo: Interpretamos pessoas, e, assim sendo, devemos considerar o fato de que são feitas de carne e osso, que matam e morrem, que riem e sofrem, etc.

A diversão do roleplaying é deixar de viver aqui pra ir viver em algum outro lugar. E só será realmente divertido se conseguirmos, de fato, viver a vida de nossas personagens.

Por isso defendo que o client não deve influenciar, nem limitar as ações do jogador, pois ele não é projetado para pessoas, mas sim para chares. É por isso que um lvl 80 pode matar um lvl 20: pois eles são pessoas, ao invés de chares.

Eu, ao menos, venho aqui (quando posso) pra viver, não pra jogar.
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Bruno
EQUIPE - Atravessador de Velinhas
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Personagem: Ares Dragontooth
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Dom Nov 17, 2013 11:02 pm

Lindo Felipe. Você, claro. E o que diz.


Canhotaço.
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Sorawa
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Personagem:
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 12:08 am

lipex escreveu:
Já vi essa discussão pelo menos duas vezes aqui... Nunca dei minha opinião, mas agora digo: Interpretamos pessoas, e, assim sendo, devemos considerar o fato de que são feitas de carne e osso, que matam e morrem, que riem e sofrem, etc.

A diversão do roleplaying é deixar de viver aqui pra ir viver em algum outro lugar. E só será realmente divertido se conseguirmos, de fato, viver a vida de nossas personagens.

Por isso defendo que o client não deve influenciar, nem limitar as ações do jogador, pois ele não é projetado para pessoas, mas sim para chares. É por isso que um lvl 80 pode matar um lvl 20: pois eles são pessoas, ao invés de chares.

Eu, ao menos, venho aqui (quando posso) pra viver, não pra jogar.
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Wilton
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Personagem: Oliver Tristan Greenarrow
Vocação: Esquizofrênico

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 12:42 am

Enquanto considerava os argumentos supra apresentados, ocorreu-me que, mutatis mutandis, estava diante das antagônicas concepções de linguagem apresentadas por Ludwig Wittgenstein. De um lado temos defensores do Tractatus Logico-Philosophicus que alegam que assim como "os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo", as infinitas possibilidades de interpretação são limitadas pelas regras impostas pelo client. É inútil ser livre para imaginar que meu cavaleiro recém-chegado ao continente na verdade é um experiente senhor da guerra capaz de decapitar gigantes com um único golpe se o jogo não me permite fazê-lo efetivamente. De outro, os simpatizantes das Investigações Filosóficas que defendem que não existe algo como "a linguagem", e sim, que estamos diante de infinitos jogos de linguagem, criados para cumprir propósitos particulares. Ou seja, é inútil se apegar às imposições do client visto que a essência do roleplaying, a saber, a nossa imaginação, não pode ser contida. Se meu feiticeiro é capaz de ler pensamentos, bastaria que os envolvidos entrem em acordo, e a fim de enriquecer a interpretação e o desenvolver da história, estaríamos ou não diante de um poderoso telepata.

Quem estaria com a razão, o primeiro ou segundo Wittgenstein? Diante de vossa aporia, ouso dizer que ambos. Um feiticeiro de oitavo nível em condições normais é incapaz de aniquilar um Lorde Dragão, o client não nos permitiria acreditar no contrário. Mas é possível que este feiticeiro seja capaz de controlar a mente do inclemente cavaleiro meio-demônio; é preciso que os personagens concordem com isto e que existam razões suficientes para que um personagem possua tal habilidade. Em outras palavras, nossa relação com o mundo de jogo não necessita ser idêntica à nossa interpretação do mesmo.

O principal propósito do roleplaying é a elaboração de histórias, então minha sugestão é que esta tenha primazia na ordem de parâmetros. Forneçam argumentos convincentes, apresentem ações detalhadas e exponham as vantagens da adoção de sua versão da história, e todos ganharão no processo. Uma das regras fundamentais de jogos de ação ao vivo é que quanto mais detalhada for a descrição de sua ação, maiores são as chances de sucesso. Consideremos as seguintes descrições:

Citação :
Azraeil retribui o ataque de Domainy com um golpe de espada, que separa a cabeça de seu adversário do restante do seu corpo.
Citação :
Após sofrer dois ou três golpes, Azraeil observou uma brecha na outrora impenetrável defesa de Domainy. Com uma finta, foi capaz de atingir o peito do langobardo com seu ombro, desequilibrando seu inimigo e permitindo seu avanço. Foi o suficiente para que respirasse fundo e relembrasse todos os anos de preparo para aquele momento fatídico, e finalmente atingisse o pescoço de seu inimigo, utilizando a espada especialmente preparada para aquele fim.

Apenas alguém muito atento notaria o temor rapidamente esboçado pelo vampiro. Um sorriso sereno surgiu em sua face, desfazendo-se em cinzas assim como o restante do seu corpo.
A segunda descrição não é apenas mais rica que a anterior; ela pressupõe uma preparação prévia para aquele momento, realizada in game e devidamente discutida entre os personagens. Esta é uma forma aceitável para que indivíduos simplórios sejam capazes de realizar grandes feitos - além de um clichê literário: o do herói que parte em busca da única arma capaz de deter seu invencível adversário.

Em casos onde um jogo de linguagem não pôde ser estabelecido previamente, a vantagem deve pertencer àquele que possui "mando de campo": se um personagem recorrente da história têm mostrado capacidade de petrificar pessoas com um estalar de dedos, um novo personagem não deveria surgir com uma conveniente imunidade a este poder. Em Roma, fazei como os romanos: se um jogador deseja fazer parte de uma história em andamento, deve acatar as regras da mesma.

Espero ter sido de alguma ajuda neste caso.

Sem mais,

Wilton.
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Kaoh
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 4:29 am

Espetacular, Wilton.
Simplesmente espetacular.

Obrigado.
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Haggor Goldenaxe
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Personagem: Hhaaggoorr
Vocação: Pirata sem futuro

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 8:11 am

eu já estava com saudade de todo esse latim

"Forneçam argumentos convincentes, apresentem ações detalhadas e exponham as vantagens da adoção de sua versão da história, e todos ganharão no processo."
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Shii
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Personagem:
Vocação:

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 9:23 am

Wilton escreveu:
Uma das regras fundamentais de jogos de ação ao vivo é que quanto mais detalhada for a descrição de sua ação, maiores são as chances de sucesso.

^

Tá aí, o segredo da imortalidade. Eu me garanto. ~~
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Dan
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Personagem: Dangineer
Vocação: Engenheiro do amor

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 9:25 am

Lipex escreveu:
Já vi essa discussão pelo menos duas vezes aqui... Nunca dei minha opinião, mas agora digo: Interpretamos pessoas, e, assim sendo, devemos considerar o fato de que são feitas de carne e osso, que matam e morrem, que riem e sofrem, etc.

A diversão do roleplaying é deixar de viver aqui pra ir viver em algum outro lugar. E só será realmente divertido se conseguirmos, de fato, viver a vida de nossas personagens.

Por isso defendo que o client não deve influenciar, nem limitar as ações do jogador, pois ele não é projetado para pessoas, mas sim para chares. É por isso que um lvl 80 pode matar um lvl 20: pois eles são pessoas, ao invés de chares.

Eu, ao menos, venho aqui (quando posso) pra viver, não pra jogar.
NICE, JOHNNY!
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Samuel
Administrador - Run! Run! Run!
Administrador - Run! Run! Run!
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Personagem: Todos.
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 9:43 am

Boa, Wilton.
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Gilles
Esquilo Homossexual
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Personagem:
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 10:14 am

Não consegui absorver tudo com detalhe pois estamos na página quatro, mas a discussão da integração dos "círculos de histórias", na minha opinião, é o que mais tem atrapalhado o agregamento de novas pessoas. Éramos mais abertos quando tínhamos personagens mais rasos e sem relações pessoais e históricas fortes.

Com o tempo, tô aqui desde 2007, nós moldamos individualmente nossa maneira de interpretar e creio que a maioria percebemos o quanto é mais prazeroso interpretar um personagem mais denso e com tramas e histórias que nem ao menos conseguimos explicar. Nos entregamos a personagem de maneira que quando não estamos desvendando seus mistérios ou alguma história a qual ele está relacionada, o roleplay não é totalmente saciável.

Antes, as diversões sempre aconteciam quando o pessoal se reunia. Hoje, digo por mim, às vezes me divirto mais conversando com um único personagem, porque ele é parte integrante de minha história, do que em um grupo grande onde não consigo me prender a nada mais sólido.

Lembrei de uma vez em que eu tava ensinando roleplay pro famigerado "Narigão". Ele era muito novo e o roleplay era perdido. Então, eu vi minha personagem saindo totalmente dela para me adequar ao roleplay dele para que pudéssemos interagir e e ensinar a ele como fazer. Hoje não vejo essa situação acontecendo de forma tão fácil.

Eu penso sempre em como mudar isso. Conciliar o "roleplay complexo" da sua personagem com uma abertura social maior. Consegui fazer isso legal quando tinha mais tempo pra jogar, o que não é o caso agora. Sei que não conseguimos abrir mão de nossas personagens, então como integrar a todos quando temos "segredos" que não podem ser colocados na roda?

Oi. Meu nome é Gilles. Tenho 25 anos.
Sou roleplayer desde 2002. Tibia desde 2003. Juntei os dois em 2007.
Atualmente faço faculdade de Biblioteconomia e tomei essa decisão por "culpa" do fórum.
Sou noivo. Sou gay.
Quero ter muitos filhos.
E não sou dono de uma escola. OIUHOUIheuhaeouihaeoiu.

(Não sei, só curti a ideia de me descrever igual ao Bruno).
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Sorawa
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 11:48 am

W escreveu:
Enquanto considerava os argumentos supra apresentados, ocorreu-me que, mutatis mutandis, estava diante das antagônicas concepções de linguagem apresentadas por Ludwig Wittgenstein. De um lado temos defensores do Tractatus Logico-Philosophicus que alegam que assim como "os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo", as infinitas possibilidades de interpretação são limitadas pelas regras impostas pelo client. É inútil ser livre para imaginar que meu cavaleiro recém-chegado ao continente na verdade é um experiente senhor da guerra capaz de decapitar gigantes com um único golpe se o jogo não me permite fazê-lo efetivamente. De outro, os simpatizantes das Investigações Filosóficas que defendem que não existe algo como "a linguagem", e sim, que estamos diante de infinitos jogos de linguagem, criados para cumprir propósitos particulares. Ou seja, é inútil se apegar às imposições do client visto que a essência do roleplaying, a saber, a nossa imaginação, não pode ser contida. Se meu feiticeiro é capaz de ler pensamentos, bastaria que os envolvidos entrem em acordo, e a fim de enriquecer a interpretação e o desenvolver da história, estaríamos ou não diante de um poderoso telepata.

Quem estaria com a razão, o primeiro ou segundo Wittgenstein? Diante de vossa aporia, ouso dizer que ambos. Um feiticeiro de oitavo nível em condições normais é incapaz de aniquilar um Lorde Dragão, o client não nos permitiria acreditar no contrário. Mas é possível que este feiticeiro seja capaz de controlar a mente do inclemente cavaleiro meio-demônio; é preciso que os personagens concordem com isto e que existam razões suficientes para que um personagem possua tal habilidade. Em outras palavras, nossa relação com o mundo de jogo não necessita ser idêntica à nossa interpretação do mesmo.

O principal propósito do roleplaying é a elaboração de histórias, então minha sugestão é que esta tenha primazia na ordem de parâmetros. Forneçam argumentos convincentes, apresentem ações detalhadas e exponham as vantagens da adoção de sua versão da história, e todos ganharão no processo. Uma das regras fundamentais de jogos de ação ao vivo é que quanto mais detalhada for a descrição de sua ação, maiores são as chances de sucesso. Consideremos as seguintes descrições:

Citação:
Azraeil retribui o ataque de Domainy com um golpe de espada, que separa a cabeça de seu adversário do restante do seu corpo.
Citação:
Após sofrer dois ou três golpes, Azraeil observou uma brecha na outrora impenetrável defesa de Domainy. Com uma finta, foi capaz de atingir o peito do langobardo com seu ombro, desequilibrando seu inimigo e permitindo seu avanço. Foi o suficiente para que respirasse fundo e relembrasse todos os anos de preparo para aquele momento fatídico, e finalmente atingisse o pescoço de seu inimigo, utilizando a espada especialmente preparada para aquele fim.

Apenas alguém muito atento notaria o temor rapidamente esboçado pelo vampiro. Um sorriso sereno surgiu em sua face, desfazendo-se em cinzas assim como o restante do seu corpo.
A segunda descrição não é apenas mais rica que a anterior; ela pressupõe uma preparação prévia para aquele momento, realizada in game e devidamente discutida entre os personagens. Esta é uma forma aceitável para que indivíduos simplórios sejam capazes de realizar grandes feitos - além de um clichê literário: o do herói que parte em busca da única arma capaz de deter seu invencível adversário.

Em casos onde um jogo de linguagem não pôde ser estabelecido previamente, a vantagem deve pertencer àquele que possui "mando de campo": se um personagem recorrente da história têm mostrado capacidade de petrificar pessoas com um estalar de dedos, um novo personagem não deveria surgir com uma conveniente imunidade a este poder. Em Roma, fazei como os romanos: se um jogador deseja fazer parte de uma história em andamento, deve acatar as regras da mesma.

Espero ter sido de alguma ajuda neste caso.

Sem mais,

Wilton.

Chorei com esse post também aê.
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Haggor Goldenaxe
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Personagem: Hhaaggoorr
Vocação: Pirata sem futuro

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 12:21 pm

auhauhauah, gif perfeito
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Kael
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Personagem: Atrocidade
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MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 12:33 pm

Sinceramente, li bem e gostei do que eu li, principalmente a primazia da história..

Quanto ao resto, não concordei com muitas partes, não por ser extremista, mas por achar meio em cima do muro, e não oferecer solução pro problema proposto. (Exceto talvez a preferência por mando de campo, achei brilhante e com muito sentido).

Primeiramente, a necessidade da aceitação de todos os presentes continua, como eu disse muito acima. Já é um grande empecilho, uma vez que possa não ocorrer simultaneamente, ou talvez, nem ocorra. Minha opinião sobre o cliente como um delimitador continua, se não ele não seria necessário.

Também achei a luta muito utópica, porque sinceramente, o cara pode escrever um livro na ação dele. Devo aceitar só porque é grande e bonitinho? Todos os anos de treino e luta do meu personagem não contam pra nada? Além do fato é claro de não ter nenhum tentar, e sim, ser um determinismo imposto que novamente, digo, só daria certo nas melhores das hipóteses, contra um amigo.

Pressupõe-se que um guerreiro que mata um dragão é mais forte do que um que não mata. Tenho, devido a isso, grandes dificuldades de entender porque o que não mata tem possibilidade de matar o que mata. Quanto as razões dele ter esse poder, também achei muito subjetivo:uma pessoa pode muito bem ter suas próprias razões, até ocultas, mas não significa que os outros devam concordam com ela.

Por fim, como já vieram conversar comigo, não tento convencer ninguém de nada, nem chegar a um consenso a ser seguido. Apenas exponho minha opinião e gosto de ouvir a de vocês.
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Personagem: Tobi Wolfhund
Vocação: Bardo

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 12:44 pm

Hmmm, um problema que poderíamos ter seria das pessoas quererem seguir sua história e discordando de outros. Qual história é "superior" as outras, e deve ditar a coerência? A do meio-troll que lutou muito contra o preconceito, mas que possui habilidades esquisitas com uma lança ou a do cego vidente que domina cabeças de humanos? ("ah, mas eu sou meio troll, você não me domina!")
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Kael
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Ficha da Personagem
Personagem: Atrocidade
Vocação: Caçador de Borboletas

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 12:55 pm

Exato, mas também creio estar passando a impressão errada.

Não é como se eu me negasse a aceitar coisas do tipo:muito pelo contrário. Mas não sou hipócrita a ponto de dizer que acolheria de um level oito andando na rua que sabe usar "< controlo tua mente >".

Meu personagem morreu lutando e na minha cabeça foi uma puta de uma batalha. Mas in-game mesmo tiveram poucas ações. Ambos éramos roleplayers e foi uma das coisas mais legais que eu já fiz no Tibia.
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zack746
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Personagem: Isaac Guerreiro
Vocação: Conseguir fuder com a própria vida

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 1:04 pm

Acho que num empasse uma conversa camarada não faz mal a ninguém, não é? E outra coisa que digo, perder as vezes é ganhar. Seu personagem é foda, tem milhares de habilidades, mas na hora o seu oponente pareceu mais digno? Você acha que ele interpretou bem? Deixe que ganhe! Ou Fuja!

Por mais diferentes que somos nós no mínimo nos conhecemos pelo forúm. Não precisamos tratar os outros de forma agressiva. Conversar é a saída. Não seja ignorante/sarcástico. TENTEM CHEGAR A UM ACORDO!

Simples.
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Paul Robinson
CONTRIBUINTE - Paul-er-Gamer
CONTRIBUINTE - Paul-er-Gamer
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Ficha da Personagem
Personagem: Paul Robinson
Vocação: Cavaleiro Langobardo

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 1:35 pm

Para inserir um ponto de vista diferente ao debate, vou fazer como o haggor disse e apresentar alguns argumentos. Não é pra acirrar a discussão e o papo nem nada, é só a maneira que eu enxergo o roleplay em tibia, que sirva como reflexão...

Quando se menciona que bagagem é importante, a despeito do level, se corre um risco muito grande: a possibilidade de existir um menosprezo alheio. Todo mundo em Tibia tem a mesma bagagem; dois caras level 8, possuem a mesma bagagem, dois caras lvl 27 possuem a mesma bagagem. Nenhum mago sumona um monk antes do lvl 27, porque todos os magos precisam atingir um patamar mínimo de experiência para realizar tal feito, que no tíbia é um número lá de pontos de experiência.
- Ok, o SEU mago, ficou parado no depot olhando o movimento, tomou uma na taverna do frodo, fugiu de pks no meio da cidade, blábláblá, enquanto o outro não vivenciou isso. Mas, se ele não atingiu a experiência necessária para sumonar um monk, não há horas parado fazendo coisas alheias que fará ele atingir esse objetivo antes.
Level, Magic level, skills, Hit points, Mana, são todos parâmetros de RPG também!
RPG tem dados, RPG tem matemática, RPG tem equações que, no caso de tibia, são cuidadosamente escalonadas pelos analistas de software do jogo para que não ocorra uma injustiça como um lvl 15 matar um lvl 40! Não se pode falar em bagagem, se não se conhece a bagagem de todos os envolvidos!

LEVEL: São números que você acessa entrando nos skills do seu personagem, lá tá em números, mas seu personagem entende (ele precisa entender, na minha opinião) como os centenas de minotauros que sua espada já derrubou, milhares de trolls e orcs, as dezenas de dragões que passaram pelo seu caminho e não foram suficientes pra impedir ele de avançar.
Como pode ter nexo, nesse contexto, surgir algum lvl mais baixo impondo seu poder sobre um lvl mais alto? Aqui concordo com Efêmero, uma armadilha, um golpe de perspicácia. Isso são ferramentas da imaginação que tem poder plausível de entendimento.

Eu também sou do ponto de vista de que o seu personagem precisa ser moldado conforme o tempo que você tem para desenvolvê-lo. Certa vez cheguei a pensar que isso de ter level baixo podendo mais do que poderia, porque o dono do char tinha preguiça de upar, ou usava de desculpas esfarrapadas como eu não vejo mais graça em upar, etc. Aqui eu digo, meu amigo. Enquanto você estiver no tabuleiro tibia, você precisa provar por onde.

Há muito tempo atrás, Paul Robinson e Corvolo sofriam brincadeiras da comunidade relativas à quantidade de fugas de pk bem sucedidas a quais eles eram submetidos. Não estou falando de pks fraquinhos não, to falando de personagens com level maior de 30, atacando um mago level 23. Mas ele deu seu jeito, triplicou o número de poções, abdicou da capacidade pra carregar alguma pilhagem pra colocar mais poções, mas isso fez ele correr de carlin até thais fugindo de assassinos, e isso que rende o nível de capacidade do personagem frente a comunidade

Eu não tenho nada contra um lvl 10 parecer fodão, mas ele precisa provar essa capacidade de alguma forma. Bazuul é um beholder, mas pra mim ele deixa de ser a partir do momento em que a magia do cara falha, termina a transformação, e um humano(mesmo que não desejado), surja na frente do meu personagem.

Concordo também com a opinião do Gilles, o mundo precisa de mais personagens rasos. Eles garantem a inclusão de todos.

E quando topar com alguem que não seja dessa filosofia, ou da filosofia dos outros:
zack746 escreveu:
Acho que num empasse uma conversa camarada não faz mal a ninguém, não é? E outra coisa que digo, perder as vezes é ganhar. Seu personagem é foda, tem milhares de habilidades, mas na hora o seu oponente pareceu mais digno? Você acha que ele interpretou bem? Deixe que ganhe! Ou Fuja!

Por mais diferentes que somos nós no mínimo nos conhecemos pelo forúm. Não precisamos tratar os outros de forma agressiva. Conversar é a saída. Não seja ignorante/sarcástico. TENTEM CHEGAR A UM ACORDO!

Simples.
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Kael
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Personagem: Atrocidade
Vocação: Caçador de Borboletas

MensagemAssunto: Re: Um novo estilo de roleplay?   Seg Nov 18, 2013 1:43 pm

Ótimos argumentos que pendem mais pro meu lado de ver as coisas, Cláudio. Mesmo assim, esse tópico foi ótimo pra minha pessoa e além de abrir um pouco a cabeça, me fez entender algumas coisas.

Concordo com você no que disse, Isaac, parece a melhor saída.
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